As portagens nas antigas SCUT do Interior e Algarve foram hoje abolidas, após mais de 13 anos de reivindicações. A medida abrange vias como a A4, A13-1, A22, A23, A24, A25 e troços da A28, eliminando custos para os condutores em regiões sem alternativas rodoviárias de qualidade.
As SCUT foram introduzidas em Portugal em 1997, durante o governo de António Guterres, com financiamento integral pelo Estado. Contudo, em 2010, o modelo de financiamento foi alterado, sendo que passaram os condutores a suportar os custos, o que gerou polémica e mobilizações contra as portagens.
A proposta do PS foi aprovada no Parlamento com apoio de Chega, BE, PCP, Livre e PAN, enquanto PSD e CDS-PP votaram contra. A promulgação da lei foi feita pelo Presidente da República em julho de 2024, após a aprovação do diploma, e terá um impacto de 157 milhões de euros no orçamento do Estado.
Grupos como a Plataforma pela Reposição das SCUT saudaram a medida, considerando-a justa para as populações do interior. Por outro lado, associações como a APCAP e a APEF criticaram o custo transferido para os contribuintes e o impacto no setor ferroviário.
