O ano de 2026 arranca com o tradicional “aperto de cinto” para as famílias transmontanas. Apesar de a inflação dar sinais de estabilização, os aumentos confirmados em bens essenciais e serviços prometem colocar à prova a economia doméstica numa região onde os rendimentos médios ainda lutam para acompanhar o litoral.
O que sobe no carrinho e na carteira?
Os dados apontam para uma atualização generalizada. O pão e a pastelaria deverão registar novos aumentos devido ao custo da mão-de-obra (com o Salário Mínimo a subir para os 920€) e de matérias-primas como os ovos. Na habitação, o coeficiente de atualização das rendas deverá situar-se nos 2,24%, um valor que, embora moderado, pressiona os jovens que tentam fixar-se em cidades como Vila Real ou Chaves.
Pontos-chave para os Transmontanos em 2026:
Alívio no IRS: O novo ano traz um alívio fiscal nas tabelas de retenção, o que poderá compensar ligeiramente a subida dos preços para a classe média.
Apoio aos Idosos: A boa notícia chega da farmácia — medicamentos essenciais até 30€ não sofrerão aumentos, uma medida crucial para uma região com uma população envelhecida.
Energia: A eletricidade no mercado regulado sobe cerca de 1%, mas as famílias devem estar atentas às variações do mercado livre, onde a concorrência pode trazer oportunidades de poupança.
Em 2026, a palavra de ordem em Trás-os-Montes será equilíbrio. Enquanto o salário mínimo e as pensões (via atualização do IAS) sobem, o custo da “mesa” e das deslocações continua a subir. Para os transmontanos, a resiliência volta a ser a ferramenta principal para enfrentar um ano que, não sendo de crise profunda, exige contas bem feitas.
Vila Real, 30 de dezembro de 2025
VILA TV – INFO
