Naquela que foi a sua nona e última mensagem de Ano Novo como Chefe de Estado, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, dirigiu-se ao país a partir do Palácio de Belém com um discurso marcado pela neutralidade institucional e pela gratidão ao povo português. Num tom direto e mais breve do que em anos anteriores, devido à proximidade das eleições presidenciais de 18 de janeiro. O Presidente focou a sua intervenção no balanço de um ciclo e nos desafios que 2026 reserva.
Marcelo classificou 2026 como um “ano singular”, destacando três marcos fundamentais da história recente que celebram aniversários redondos:
Os 50 anos da Constituição da República Portuguesa;
Os 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia;
Os 30 anos da criação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O Presidente sublinhou que estas datas não são apenas recordações, mas alicerces que garantem a liberdade e a democracia que os portugueses são chamados a exercer já no final deste mês.
Votos de Paz e Justiça Social.
A nível internacional, o Chefe de Estado não esqueceu o contexto de instabilidade global, deixando votos de paz duradoura para conflitos como os da Ucrânia e do Médio Oriente. Internamente, o foco foi a qualidade de vida. Marcelo Rebelo de Sousa pediu um 2026 com:
Mais saúde, educação e habitação;
Mais justiça social e solidariedade;
Menos desigualdade e mais emprego;
Confiança no Futuro.
Ao encerrar o seu ciclo de mensagens de 1 de janeiro, Marcelo Rebelo de Sousa expressou a sua “certeza” de que o futuro de Portugal será “melhor que o passado”. Citando o espírito de resiliência que define a nação há quase nove séculos, o Presidente reforçou que, independentemente das escolhas políticas que o povo fará livremente nas próximas semanas, a força do país reside na sua coesão nacional e na capacidade de superação dos portugueses.
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Vila Real, 01 de Janeiro 2026
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